quinta-feira, 6 de março de 2014

Não gostei do filmes 12 anos de Escravidão!!

             





              Há muito anos, aqui no Brasil, passou um seriado chamado "Raízes", era  a estória real de Kunta Kinté e quem tem mais de 30 anos, ainda deve lembrar. Até então, era o "retrato" mais real que havia visto sobre as atrocidades de brancos contra negros. Como era adolescente, fiquei impressionada, mas aquilo me tocou de um modo, que mais de 30 anos se passaram e muitos filmes bons foram feitos, lançados e ganharam até Oscar, como o famoso "Adivinhe que vem para jantar", com Sidney Potier, "Amistad","Lincoln", "Diamante de Sangue"; e tantos outros, mas nada se compara em realidade à 12 anos de escravidão, o filme!

               12 anos de escravidão não pode ficar no patamar de filme bom, ganhador de Oscar e tal e tal, é um filme necessário. Ver um homem branco com a bíblia na mão e dizer "aceite o que o seu senhor manda e faz, pois o Senhor está vendo...obedeça" e em seguida ver a carne sendo rasgada, a dor, o ódio nos olhos, o sangue escorrendo, os gritos; foi algo que nem de leve beira o filme "E o vendo levou...", onde Scarlet OHara, a moça rica e fazendeira de algodão da estória, espancava seus negros na cara sem o menor remorso. Ao final, era apenas propriedade e se faz o que quiser com elas.

              Não há no filme, como se achar algo de bom no homem branco, pois ele é mostrado em toda sua enorme crueza de valores. Estupros, socos, humilhações, espancamentos, falta de higiene e comida, tudo é mostrado ao vivo e em cores...não há maquiagem para atenuar nada.

             Por essa e outras razões, não gostei do filme 12 anos de escravidão...eu amei!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vou usá-lo em sala de aula, recomendar....quem sabe, um dia as coisas mudam, as pessoas passem a olhar um "jovem rapaz negro" que corre e não imaginar que seja um marginal?????????

Massacre interno e externo... o ser que é humano não suporta, pois humilhação é sinal de desamor com a humanidade criada por um DEUS que sempre nos quer unidos. Nem seu filho amado Jesus sofreu menos... Então o que a humanidade realmente quer ao projetar tanta dor... se for amor aceito, mas se for repetição da degradação humana, dispenso" Euza Lisboa, Pedagoga



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