domingo, 9 de outubro de 2011

Círio de Nazaré

Nossa Senhora de Nazaré é a mãe de Jesus do povo paraense. Isso todos sabem. A capital do Pará, Belém, recebe na procissão mais de 2 milhões de fieis. Isso todo mundo sabe. O que não sabem, é como esta Santa transformou minha vida. Conheci o Estado do Pará em 1983, mas só tinha olhos para os pontos turísticos "normais": Museu Emílio Goeldi, Praça da República, Bosque Rodrigues Alves, Mercado Ver-o-Peso, e tudo mais que uam cidade "verde" pode mostrar a uma nordestina, acostumada a uma paisagem "azul". Naqueles dias, meus olhos de turista também estiveram na Basílica de Nazaré, claro, mas com vistas ao alto, para o magnífico trabalho de azulejos portugueses, estátuas e tudo mais. O tempo passou, e sem que houvesse aviso ou ensaio, em 1990 fui morar na terra das mangueiras de mala e cuia. Na verdade, o tempo passou mesmo, e por cinco longos anos, tentei preencher o vazio que imperava na minha alma por falta de minha família. Faltava uma força, um motivo, um algo mais para permanecer em solo paraense. Então, resolvi participar do que só via pela TV: as procissões! Na verdade não sabia o que iria fazer lá; rezar sim, mas pedir o que exatamente? Um filho, com certeza!! De 1991 a 1994 participei das procissões mais "leves", sem muito tumulto, apesar de mais de 500 mil pessoas!!! A procissão da Transladação e das crianças. Naqueles dias, havia um enorme esforço da prefeitura em "esvaziar" rapidamente o centro da cidade, logo após as procissões, de modo que ninguém passava muito tempo em pontos de ônibus. Era tudo muito bem organizado. Numa visita à Basílica de Nazaré, olhei para a imagem e tive a ideia de além de agradecer por tudo que havia acontecido comigo lá, pedir a ela a graça de ter um filho. Fiz com muita fé e esperança. Bem, diante das pessoas, na TV ou ao vivo, com ex-votos em agradecimento por graças alcançadas, não poderia duvidar da força de Nossa Senhora em me atender naquela angústia. Em 1º de Abril de 1995, nasceu meu presente, minha força, minha benção: 49 cm e 3,400 Kg. O nome dela poderia ser Nazaré, mas coloquei Bárbara, em homenagem a Santa Bárbara...aliás, ela não é menos bárbara por isso! Desde então, a admiração e respeito a Nossa Senhora de Nazaré, apenas cresce, e agradeço todo dia por ela ter dado a minha vida um sentido, um porquê, e muita vontade de continuar vivendo.
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