sábado, 2 de maio de 2015







SEREI SEU MELHOR AMIGO???!!!!
por Rogério Amaral Souza



Todos que me conhecem e que compartilham minhas postagens nas redes sociais, ou até mesmo quem não me conhece, percebe a minha admiração por animais. De fato, ou melhor, de infância, esses bichinhos, peludos ou não, sempre me despertaram carinho, admiração, curiosidades e outros mais sentimentos. Ingressei na carreira acadêmica no curso de zootecnia com a consciência de quê não devia aflorar muito esse amor aos bichos e me permitir enxergá-los como meros organismos capazes de proporcionar lucros em algum espaço, seja ele (o espaço), físico ou de tempo. Recuso-me a presenciar certas agressões a eles, mesmo entendendo bem que se trata da luta natural pela sobrevivência, curso natural de uma cadeia alimentar, ou uma produção cinematográfica (nunca assisti, e nem vou, “Marley e eu” e “sempre ao seu lado” (os protagonistas morrem no final, eu soube). Os animais domésticos vêm modificando várias formas de pensar arcaicas e preconceituosas de que eles são animais irracionais. Talvez a natureza racional destes não seja igual a do humano, mas se equipara em qualidade. O que dizer dos resultados alcançados em equiterapia; da influência de cães na recuperação de pacientes com câncer; da sua importância e valiosa companhia como guias de pessoas com necessidades visuais, etc... toda essa gama de importâncias, claro, é frutos de aprofundados estudos no campo da “etologia”, sendo mais preciso a ciência que estuda o comportamento animal. Ficaria muito satisfeito se a presença desses (amigos) animais - e não falo apenas de cão e gato, mas de rato, pato, coelho, papagaio,etc... – fosse determinante no desenvolvimento cognitivo de crianças com dificuldades no aprendizado. Não falo em transformar a sala de aula num zoológico, pensando bem esse ambiente também influencia, mas em proporcionar ao aluno uma condição íntima na sua relação com o animal de uma maneira tal que isto possa transmitir segurança e ser intermediativo no alcance da aprendizagem. É possível focar esse instrumento, ou metodologia, como um processo de socialização no fortalecimento da sua interação com o meio e seus indivíduos. Puxando a “sardinha” (mais um bicho) para o meu lado, a maioria das histórias que costumamos trabalhar na educação infantil está diretamente relacionada com animais. O que dizer das músicas? E das produções artísticas? Precisamos sair da “lagarta comilona” ou da “dona aranha subiu pela parede...” usar o palpável e valorizar os fofos, penados, fieis, etc... eles estão pronto para ser seus melhores amigos, também na educação.
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